Ações contra gestores gera suspeitas sobre interferência na PF, afirma Humberto

Foto: Roberto Stuckert Filho

O senador Humberto Costa (PT-PE) questionou o suposto vazamento de informações de operações da Polícia Federal contra gestores durante a pandemia de coronavírus. Depois da deputada federal e aliada do presidente Jair Bolsonaro, Carla Zambelli (PSL-SP), ter indicado que seriam realizadas ações nesse sentindo, o próprio presidente falou para os seus militantes que iria “ter mais”. 

Esta semana, duas operações foram realizadas pela PF para investigar supostas fraudes relacionadas a contratos emergenciais no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Nos dois casos, os gestores fazem oposição ao governo Jair Bolsonaro.

Estranho a rapidez e a forma que a Polícia Federal agiu nas duas ações e, mais ainda, as informações que o próprio Bolsonaro e seus aliados têm espalhado sobre as operações da PF”.

Senador Humberto

De acordo com o parlamentar, por diversas vezes, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou o desejo de fazer da Polícia Federal um braço político do seu governo. “Então, precisamos debater o possível uso político das operações”, afirmou.

Sobre a ação no Recife, o senador disse que acredita que a prefeitura da cidade dará as respostas necessárias ao questionamento da Polícia Federal e criticou o uso eleitoreiro da ação. “Precisamos questionar a quem interessa fazer esse discurso? O próprio presidente Lula foi vítima da politização de instituições que deveriam cumprir um papel isento. Jamais alguém que tenha apreço às práticas democráticas, que se alinhe ao discurso progressista, pode aplaudir esse tipo de atuação. Nenhum interesse eleitoral pode estar acima da defesa dos princípios básicos da democracia e da Constituição”, disse.