Em convenção do Recife, Humberto defende legado do PT e pede combate à direita

Em sua participação na convenção do PT no Recife, que oficializou o nome da deputada federal Marília Arraes como candidata à prefeitura da cidade e os nomes dos postulantes à Câmara Municipal, o senador Humberto Costa disse que o partido tem uma tarefa histórica nessa eleição, que é a de defender o legado do PT em Pernambuco e no Brasil e derrotar a direita aliada ao bolsonarismo. Segundo o senador, o Brasil vem sofrendo com os desmandos do governo Bolsonaro e enfrenta uma das maiores crises política e econômica da sua história.

“Essa é uma eleição muito importante, especialmente porque o país está sob o comando de um governo antinacional, antidemocratico e antipopular, que está promovendo um desmonte do estado brasileiro e de políticas sociais inclusivas importantes que foram criadas no nosso governo”.

Senador Humberto

Para Humberto, “vivemos hoje no desemprego, na precariedade, a desigualdade cresceu, a fome voltou, a informalidade cresce e a miséria bate em nossa porta”. Ele disse que, além disso, uma pandemia ameaça a nossa vida. “Enfrentamos hoje um governo criptofacista. Por isso, entendo que essa eleição tem um caráter de resgatar o nosso legado, um caráter nacional e de combater o bolsonarismo e a extrema direita. Para essa disputa ter sucesso, precisamos defender o PT, que mudou a cara do nosso país, no Recife e no Brasil”, afirmou.

Humberto fez questão de ressaltar as obras realizadas pelas três gestões do PT à frente da Prefeitura do Recife, como o programa Guarda Chuva, que reduziu os pontos de risco dos morros, a construção de habitacionais, a Via Mangue, a reformulação da orla de Brasília Teimosa, além de iniciativas na área da saúde que viraram referência para ações nacionais, caso do Samu e da Academia das Cidades. “O PT não vem de mãos vazias para essa eleição. Vem com muito orgulho do que produziu. Temos dois grandes trunfos: Lula e o PT, que representam e fortalecem a nossa resistência a Bolsonaro”, disse.

O senador, que defendeu uma aliança das forças de esquerda antes da decisão nacional do PT de ter candidatura própria, disse que irá respeitar a decisão do partido e vai participar da campanha ativamente. Para Humberto, é fundamental, no entanto, que os reais adversários da campanha sejam identificados. 

“Os nossos adversários são aqueles que são responsáveis pelo governo Bolsonaro. Isso não significa que a gente não possa demarcar posições e diferenças, mas temos que trabalhar para que, no segundo turno, estejamos juntos. Em 2006, mesmo com a vitória arrancada de nossas mãos, tivemos a grandeza de nos unir ao PSB de Pernambuco para derrotar a direita, e eu não tenho dúvida que essa foi a melhor decisão. Se não tivéssemos nos unido, o nosso estado seria a fotografia do atraso”, avaliou.