Humberto critica MEC e diz que recursos para as universidades não são suficientes

Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) disse que o desbloqueio de R$ 1,2 bilhão pelo Ministério da Educação (MEC) para as universidades públicas e institutos federais é insuficiente e está longe de resolver o problema da falta de recursos das instituições. Para ele, o ensino superior tem sido uma das principais vítimas do governo Jair Bolsonaro (PSL) e a prova disso é que entidades de referência internacional agora não conseguem sequer pagar as contas em dia.

As universidades brasileiras estão sob ataque do governo Bolsonaro, que corta pesquisas, ameaça estudantes e planeja acabar com bolsas de estudo.

Humberto Costa

O desbloqueio anunciado pelo MEC corresponde a metade da verba que havia sido congelada para essas instituições (R$ 2,12 bilhões) desde o início do ano. Mesmo com a liberação dos recursos, entidades de ensino, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), se pronunciaram publicamente e disseram que só conseguem garantir o funcionamento até o final de outubro.

“As universidades brasileiras estão sob ataque do governo. Cortam pesquisas, ameaçam os estudantes, planejam acabar com as bolsas de estudo, fazem a liberação de recursos a conta-gotas, gerando um clima de instabilidade e uma situação de penúria para instituições que são responsáveis pela formação do futuro do país. Cada dia fica mais claro o projeto desse governo de minar a educação do país. Um país sem formação é o que um governo incompetente e irresponsável precisa para se manter de pé”, afirmou o senador, que, nessa quarta, esteve presente, ao lado de Ana Maria Freire, viúva do educador Paulo Freire, no Ato em Defesa da Educação e da Soberania, realizado na Câmara dos Deputados.

Os recursos desbloqueados serão usados pelas universidades para ações de custeio como o pagamento de contas de luz, contratos de limpeza, vigilância física e água. Muitas das instituições já funcionam com contas atrasadas. “Os estudantes, professores e a população em geral têm se mobilizado contra essa tentativa de acabar com as universidades públicas. E essas ações são fundamentais. Só com a mobilização conseguiremos barrar retrocessos”, afirmou Humberto