Humberto parabeniza professores e lamenta que país tenha ministro como Weintraub

Foto: Alessandro Dantas

No primeiro Dia do Professor durante o governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), felicitou os mais de 2,5 milhões de profissionais espalhados por todo o país e lamentou o cenário atual, consequência de uma “gestão que odeia a área, sataniza o maior educador do Brasil, Paulo Freire, e tem o pior ministro da história à frente do MEC”. 
No discurso no plenário do Senado, Humberto lembrou que o Brasil viveu uma verdadeira revolução na educação nas gestões de Lula e Dilma. Para ele, o atual governo vai no caminho contrário e oferece aos brasileiros, infelizmente, uma figura bizarra do tamanho de Abraham Weintraub, que passa uma vergonha por dia – ao tempo em que tunga permanentemente o orçamento da área.
“Num dia como hoje, em que se celebra a figura do professor, é com muita tristeza que a gente vê nas mãos de quem está entregue a educação brasileira. Ninguém poderia supor que haveria um ministro pior do que Mendonça Filho (DEM), que precarizou o setor e promoveu um desmonte das universidades e institutos federais de ensino”, afirmou.

O senador avalia que a gestão do capitão reformado enxerga a universidade como um antro do marxismo e da esquerda, que precisa de um grande expurgo para que volte às mãos da elite, onde ela havia passado os primeiros 500 anos do país.

De acordo com o parlamentar, o momento vivido pelos professores é deprimente e inglório, com o exercício acadêmico e a autonomia didática patrulhados diariamente dentro das salas de aula, onde estão cada vez mais cerceados.

“É uma patrulha ideológica medieval que age contra o livre pensamento, contra discussões avançadas sobre questões de gênero, um obscurantismo assustador. Mas eu prefiro acreditar na força e na resistência desses profissionais, cuja vocação primordial é formar cidadãos para mudar o mundo”, disparou.

O líder do PT comentou que sente saudade dos tempos em que a educação era valorizada pelo Estado e avançava como nunca. Segundo ele, isso aconteceu nos governos do PT, graças, principalmente, ao melhor ministro do MEC de todos os tempos, Fernando Haddad.

Humberto citou que, naquele período, o Índice do Desenvolvimento da Educação Básica foi criado para aferir a qualidade de ensino, a jornada de 57 mil escolas públicas foi ampliada, o ProUni e o Fies foram indtituídos, o piso salarial dos professores cresceu cerca de 80% e o orçamento do MEC aumentou quase seis vezes.

“Lula e Dilma fizeram em 13 anos o que em 500 anos não se havia feito no Brasil. Famílias viram seus primeiros filhos chegarem à universidade. O filho do agricultor virou advogado, a filha da empregada doméstica virou médica. A democratização acabou com as universidade só para a elite. Só de institutos federais, construímos cerca de 400. Abrimos 18 universidades federais e 173 novos campi universitários”, finalizou.