No Parlasul, Humberto denuncia perseguição de Bolsonaro à imprensa e comunidade acadêmica

Foto: Rafael Carlota

Em sessão de debate no Parlamento do Mercosul (Parlasul) nesta sexta-feira (31) sobre a integração dos países do bloco e o futuro da região, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou que o Brasil passa por um período nebuloso e criticou a perseguição feita pelo governo Bolsonaro à imprensa e aos professores e estudantes que participaram de manifestações de rua em defesa da educação.

Em resposta ao líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), que atacou na sessão os governos do PT em relação às liberdades de expressão e de imprensa, Humberto declarou que o governo Bolsonaro não só questiona jornalistas em redes sociais – e os coloca em perigo diante de ameaças de morte por parte da militância do partido – como também direciona verbas públicas para meios de comunicação aliados. 

O senador ressaltou que os atos de perseguição por parte da gestão do capitão reformado alcançaram, esta semana, a comunidade acadêmica e a classe estudantil. Ele comentou que, ontem, o ministro da Educação de Bolsonaro pediu para as pessoas delatarem professores e alunos que organizam protestos contra o governo. 

“O ministro da Educação é uma figura caricata e ridícula que gera vergonha alheia a cada brasileiro que assiste a seus espetáculos deprimentes nas redes sociais e também quando ele vai ao Congresso Nacional. Agora, nessa cruzada contra as universidades públicas, ele quer que as pessoas sejam privadas de fazer qualquer tipo de convocação de atos. Ele estimula que pessoas dedurem quem organiza manifestações. É um absurdo”, afirmou. 

O parlamentar lembrou que o país viveu momentos de muita democracia e liberdade durante as gestões de Lula e Dilma, que, mesmo questionados por muitos repórteres de grandes veículos, mantinham uma política respeitosa de distribuição de recursos públicos e não atacavam a honra dos profissionais. 

“Um dos esportes prediletos do presidente é atacar jornalistas e pessoas com as quais o governo dele não concorda. A Folha de S.Paulo, por exemplo, a qual não tenho procuração em defender, é atacada diretamente por Bolsonaro como produtora de fake news, algo que quem faz são eles. Esta semana, tivemos o caso de um comentarista da Jovem Pan demitido depois de criticar o governo”, comentou. 

Os parlamentares do Parlasul aprovaram, na sessão desta sexta-feira, a criação do Dia Internacional da Imprensa, em resposta aos ataques contra a liberdade de imprensa. A data será comemorada pelo bloco no dia 3 de maio de cada ano.

DISCURSO