Para Humberto, Reforma da Previdência pode significar também a redução do salário dos trabalhadores

Foto: Roberto Stuckert Filho

A Reforma da Previdência poderá ter impacto negativo na conta dos trabalhadores não só na hora de se aposentar como também deverá refletir na diminuição do salário mensal dos brasileiros. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e tem como base trecho do texto que propõe que o desconto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) possa incidir não só no salário-base do profissional, como também sobre os demais rendimentos, como férias, décimo terceiro e até a participação nos lucros.

“Essa reforma nem poderia se chamar assim porque ela não reforma nada. O que está se propondo é uma verdadeira demolição dos direitos dos trabalhadores e que terá um resultado extremamente negativo na vida do povo, seja para quem estiver se aposentando, seja para quem estiver na ativa. Quanto mais a gente se desdobra sobre o tema, mas a gente vai vendo o quão cruel esse projeto é”, afirmou o senador.

A proposta está em debate na Câmara dos Deputados e, se aprovada, será analisada pelo Senado. Humberto acredita que os novos encargos serão repassados automaticamente pelos empregadores. “Com o desemprego subindo no governo Bolsonaro e a confiança da população e do mercado em queda, o natural é que o funcionário acabe aceitando a diminuição do salário e dos valores dos benefícios sem questionar”, disse. “Não dá para esperar nada de bom de um governo que decidiu extinguir o Ministério do Trabalho. Aliás, foi o próprio presidente que disse na campanha que o trabalhador terá que escolher entre direitos e emprego. 

É uma ótica perversa que penaliza quem mais precisa e que mantém o privilégio dos mais ricos”, completou.

De acordo com Humberto, a medida também pode impactar negativamente na economia. “Estamos falando de milhões de brasileiros que vão ganhar menos e, consequentemente, gastar menos. Isso impacta no mercadinho, no restaurante, no café, o efeito cascata pode ser também bastante nocivo”, avalia.