Prazo para brasileiro conseguir emprego aumenta e Humberto cobra medidas econômicas urgentes

Foto: Roberto Stuckert Filho

Após a divulgação do aumento do número de desempregados há mais de dois anos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cobrou da equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) medidas urgentes para que o país volte a crescer. Para ele, o governo se perde em “conchavos e delírios enquanto a população é deixada à míngua”.

“O que a população quer é projeto para tirar o país da crise, quer uma resposta àqueles que estão desempregados, vivendo sem esperança. Mas o governo segue ignorando os anseios da população com pautas impopulares e sem sentido. Tanta coisa para o presidente se ocupar aí ele decide fazer estudo para mudar o padrão da tomada de três pinos. Seria cômico, se não fosse trágico”, disparou Humberto.

Segundo o lpea, o número de desocupados que estavam nessa situação há mais de dois anos chegou a 3,3 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano, o que representa 24,8% dos desempregados brasileiro. O quantitativo é 42,2% maior do que o verificado no início da crise, em 2015. Na época, a taxa de 17,4% vivia nessa situação.

O levantamento mostra ainda que o desemprego de longo prazo atinge mais as mulheres e a população das regiões Norte e Nordeste e que não há perspectiva de melhora no quadro para este ano.  Outro dado relevante mostra que o número de domicílios brasileiros que não tiveram qualquer renda de trabalho no primeiro trimestre deste ano também aumentou, em comparação ao primeiro trimestre de 2015, e chegou a 22,7%.

Para Humberto, a Reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro nem de longe irá ajudar a resolver o problema do desemprego no país. “O governo quer apresentar a reforma como a redentora da economia. Não é e nunca será. Não é cortando o direito das pessoas se aposentarem que a roda da economia vai voltar a girar. O que vai acontecer é que vamos ver é o desemprego crescer e  atingir de forma ainda mais cruel a população idosa deste país”, afirmou o senador.